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Exame MTHFR: para que serve e como interpretar C677T e A1298C

O exame MTHFR é um teste genético que identifica variantes no gene MTHFR, responsável pela produção de uma enzima envolvida no metabolismo do folato e da homocisteína.

Entre as variantes mais pesquisadas estão a C677T e a A1298C. O resultado pode indicar ausência da variante analisada, heterozigose ou homozigose.

Encontrar uma dessas alterações, porém, não significa automaticamente que a pessoa tenha uma doença, trombofilia, infertilidade ou risco aumentado de aborto. O resultado deve ser considerado junto ao histórico e aos demais exames solicitados pelo médico.

O que é o exame MTHFR?

MTHFR é a sigla de metilenotetrahidrofolato redutase. Essa enzima participa do processamento do folato, também conhecido como vitamina B9, e do metabolismo da homocisteína.

O exame analisa o DNA do paciente para pesquisar variantes específicas do gene MTHFR. As duas mais conhecidas são:

  • C677T;
  • A1298C.

Embora sejam frequentemente chamadas de “mutações do MTHFR”, C677T e A1298C são variantes genéticas relativamente comuns na população. A presença de uma delas, isoladamente, não estabelece um diagnóstico.

Para que serve o exame MTHFR?

O exame MTHFR serve para identificar se o paciente apresenta as variantes C677T e A1298C e determinar o genótipo encontrado em cada posição analisada.

O teste pode ser solicitado pelo médico em avaliações individualizadas, principalmente quando existe interesse em investigar o metabolismo do folato e da homocisteína ou esclarecer resultados laboratoriais anteriores.

O exame genético não mede a concentração de homocisteína no sangue. Quando essa informação é necessária, a homocisteína deve ser avaliada por um exame laboratorial específico.

Da mesma forma, o exame MTHFR não substitui outros testes que podem fazer parte da investigação definida pelo médico.

O que significam C677T e A1298C?

C677T e A1298C identificam alterações em posições específicas do gene MTHFR.

Na variante C677T, ocorre a substituição da base identificada pela letra C pela base T. Na variante A1298C, ocorre a substituição da base A pela base C.

O laudo informa quais cópias foram encontradas no DNA analisado. Por isso, o resultado pode utilizar termos como heterozigoto, homozigoto ou variante não detectada.

Como interpretar o resultado do exame MTHFR?

A interpretação laboratorial depende da variante pesquisada e da combinação encontrada.

Resultado da variante C677T

ResultadoO que significa
CCA variante C677T não foi identificada
CTA variante foi identificada em heterozigose
TTA variante foi identificada em homozigose

Resultado da variante A1298C

ResultadoO que significa
AAA variante A1298C não foi identificada
ACA variante foi identificada em heterozigose
CCA variante foi identificada em homozigose

As letras precisam ser lidas junto ao nome da variante. Um resultado CC para C677T, por exemplo, não tem o mesmo significado de um resultado CC para A1298C.

O que significa MTHFR heterozigoto?

MTHFR heterozigoto significa que foram identificadas duas versões diferentes na posição analisada: uma cópia de referência e uma cópia da variante.

Os resultados mais comuns são:

  • C677T em heterozigose: genótipo CT;
  • A1298C em heterozigose: genótipo AC.

Ser heterozigoto não significa, por si só, ter uma doença. A relevância do achado depende da variante, dos resultados de outros exames e do contexto em que a análise foi solicitada.

O que significa MTHFR homozigoto?

MTHFR homozigoto significa que as duas cópias analisadas apresentam a mesma informação genética.

Na pesquisa das variantes, o laudo pode apresentar:

  • C677T em homozigose: genótipo TT;
  • A1298C em homozigose: genótipo CC.

Alguns genótipos podem estar associados a diferenças na atividade da enzima MTHFR. Entretanto, o resultado genético isolado não permite determinar se a pessoa terá homocisteína elevada ou alguma manifestação clínica.

O que é heterozigose composta no MTHFR?

A heterozigose composta ocorre quando o paciente apresenta uma cópia da variante C677T e uma cópia da variante A1298C.

No laudo, essa combinação pode aparecer como:

  • C677T: CT;
  • A1298C: AC.

A identificação dessa combinação descreve o resultado genético. Ela não deve ser interpretada isoladamente como diagnóstico ou indicação automática de tratamento.

MTHFR é considerado trombofilia?

As variantes comuns C677T e A1298C não são consideradas, isoladamente, trombofilias hereditárias pelas principais recomendações de sociedades médicas e de genética.

Portanto, um resultado positivo para MTHFR não significa automaticamente que o paciente tenha predisposição genética à formação de trombos.

A investigação de trombofilia pode envolver outros exames, definidos pelo médico conforme o histórico pessoal, familiar e o motivo da avaliação.

👉Sugestão de leitura: Trombofilia: quais exames ajudam no diagnóstico?

MTHFR pode alterar a homocisteína?

A enzima MTHFR participa do metabolismo da homocisteína, mas o nível desse aminoácido não depende apenas do gene.

A concentração de homocisteína também pode ser influenciada por fatores como disponibilidade de folato e vitamina B12, função renal, alimentação, medicamentos e outras condições individuais.

Por esse motivo, o exame genético e a dosagem de homocisteína fornecem informações diferentes:

  • o exame MTHFR identifica variantes genéticas;
  • o exame de homocisteína mede sua concentração no sangue.

Um resultado genético não permite prever sozinho qual será o nível de homocisteína do paciente.

+ Leia também: Homocisteína alta e trombofilia: existe relação?

Qual é a relação entre MTHFR, fertilidade e gravidez?

As variantes do gene MTHFR são estudadas em pesquisas sobre reprodução, gestação e metabolismo do folato. No entanto, os resultados dos estudos não demonstram que C677T ou A1298C sejam, isoladamente, causas de infertilidade ou perdas gestacionais.

Por isso, o exame MTHFR não substitui a avaliação completa indicada para pessoas com dificuldade para engravidar ou histórico de perdas gestacionais.

Quando solicitado nesse contexto, o resultado deve ser analisado pelo profissional responsável pelo acompanhamento, junto aos demais dados clínicos e laboratoriais.

🔗Assunto relacioando:  Exame de coagulação para tentantes: quando investigar e quais são os principais

Quem tem variante MTHFR precisa usar metilfolato?

A escolha entre ácido fólico, folato ou metilfolato não deve ser determinada apenas pelo resultado do exame MTHFR.

Pessoas com variantes do gene MTHFR conseguem processar ácido fólico. A quantidade e o tipo de suplementação dependem de fatores individuais e devem seguir a orientação do profissional responsável.

O laboratório identifica as variantes presentes na amostra, mas não indica suplementos, doses ou tratamentos.

Como é feito o exame MTHFR?

O exame MTHFR é realizado a partir de uma amostra de sangue.

Após a coleta, o DNA é analisado para pesquisar as variantes C677T e A1298C. O laudo apresenta o genótipo encontrado em cada uma das posições avaliadas.

O exame MTHFR exige jejum?

Não. O exame MTHFR não exige jejum.

Caso outros exames sejam realizados na mesma coleta, é importante verificar se eles possuem orientações específicas de preparo.

O resultado do exame pode mudar ao longo da vida?

Não. As informações genéticas analisadas pelo exame MTHFR permanecem as mesmas durante a vida.

O que pode mudar são outros resultados laboratoriais, como a concentração de homocisteína, folato ou vitamina B12. Esses exames avaliam aspectos diferentes e podem variar com o tempo.

Um resultado positivo significa que meus familiares também têm a variante?

As características genéticas são herdadas, mas o resultado de uma pessoa não determina exatamente qual será o resultado de cada familiar.

Quando houver motivo para investigar outros membros da família, a necessidade do exame deve ser avaliada individualmente pelo profissional responsável.

Onde realizar o exame MTHFR em São Paulo?

No Posenato Diagnósticos, o exame MTHFR é realizado por meio de coleta de sangue, com análise das variantes C677T e A1298C.

Antes da coleta, nossa equipe pode fornecer informações sobre preparo, atendimento, prazo de resultado e documentação necessária.

Posenato Diagnósticos

✅ Unidade: Av. Pompeia, 1390 – Vila Pompéia – São Paulo
✅ Estacionamento gratuito no local
✅ Segunda a sexta: das 7h às 13h
✅ Sábados: das 7h às 12h

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Perguntas frequentes sobre o exame MTHFR

1. Para que serve o exame MTHFR?

O exame serve para identificar as variantes C677T e A1298C do gene MTHFR e informar se elas estão ausentes ou presentes em heterozigose ou homozigose.

2. O que significa MTHFR C677T heterozigoto?

Significa que o paciente possui uma cópia C e uma cópia T na posição analisada, formando o genótipo CT. Esse resultado, isoladamente, não estabelece um diagnóstico.

3. O que significa MTHFR C677T homozigoto?

Significa que foram identificadas duas cópias T, formando o genótipo TT. O resultado genético deve ser considerado junto ao motivo da solicitação e aos demais exames avaliados pelo médico.

4. O que significa MTHFR A1298C heterozigoto?

Significa que foi identificada uma cópia A e uma cópia C na posição analisada, formando o genótipo AC.

5. O que significa MTHFR A1298C homozigoto?

Significa que foram identificadas duas cópias C na posição analisada, formando o genótipo CC.

6. MTHFR heterozigoto é considerado trombofilia?

Não. A presença isolada das variantes comuns C677T ou A1298C em heterozigose não é considerada trombofilia hereditária.

7. O exame MTHFR mede a homocisteína?

Não. O exame MTHFR analisa variantes genéticas. A concentração de homocisteína é medida por outro exame de sangue.

8. O exame MTHFR exige jejum?

Não. Para a realização isolada do exame MTHFR, não é necessário jejum. Caso outros exames sejam feitos na mesma coleta, é importante verificar as orientações de preparo.

9. Quem tem variante MTHFR precisa tomar metilfolato?

O resultado genético isolado não determina qual suplemento deve ser utilizado. A escolha do suplemento e da dose deve seguir a orientação do profissional responsável.

10. O resultado do exame MTHFR pode mudar?

Não. As variantes genéticas analisadas permanecem as mesmas durante toda a vida.

 

Referências:

Polimorfismo MTHFR 677C>T aumenta o risco de infertilidade masculina: uma meta-análise envolvendo 26 estudos

Polimorfismos C677T e A1298C do gene MTHFR e associações com resultados de fertilização in vitro em mulheres brasileiras

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