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Exames de coagulação e trombofilia para tentantes: entenda as diferenças

Os exames de coagulação para tentantes podem aparecer em uma investigação individualizada antes da gravidez, principalmente quando existe histórico pessoal ou familiar que precisa ser esclarecido.

Nem toda pessoa que está tentando engravidar precisa realizar uma pesquisa de trombofilia. Além disso, coagulograma, testes para trombofilias hereditárias e exames para síndrome antifosfolípide não são a mesma coisa.

Cada grupo analisa aspectos diferentes do sangue. Por isso, os exames devem ser selecionados pelo profissional responsável conforme o histórico e o objetivo da avaliação.

Neste conteúdo, você vai entender as diferenças entre essas análises, quais exames podem ser solicitados e como realizar os testes no Posenato Diagnósticos, em São Paulo.

Toda tentante precisa fazer exames de trombofilia?

Não. Os exames de trombofilia não são indicados de forma rotineira para todas as pessoas que desejam engravidar.

A solicitação pode ser considerada pelo médico em situações específicas, levando em conta informações como:

  • histórico pessoal de trombose;
  • presença de trombose em familiares;
  • idade em que o evento trombótico ocorreu;
  • tipo e local da trombose;
  • resultados laboratoriais anteriores;
  • histórico obstétrico;
  • uso de medicamentos;
  • outras condições individuais.

Ter dificuldade para engravidar ou iniciar um tratamento de reprodução assistida não significa, por si só, que seja necessário realizar um painel de trombofilia.

O laboratório realiza os exames solicitados e fornece os respectivos resultados. A definição de quais análises são necessárias e a interpretação conjunta dos achados cabem ao profissional responsável pelo acompanhamento.

Qual é a diferença entre coagulograma e exame de trombofilia?

O termo “exame de coagulação” pode ser utilizado para análises com finalidades diferentes.

O coagulograma reúne testes que ajudam a avaliar o processo de coagulação do sangue naquele momento. Entre eles, podem estar:

  • tempo de protrombina, também chamado de TP;
  • índice internacional normalizado, o INR;
  • tempo de tromboplastina parcial ativada, o TTPa;
  • fibrinogênio;
  • outros testes definidos na solicitação.

Já a pesquisa de trombofilia pode envolver exames para identificar alterações hereditárias ou adquiridas associadas à coagulação.

Assim, um coagulograma dentro dos valores de referência não exclui todas as trombofilias. Da mesma forma, uma alteração no coagulograma não significa automaticamente que a pessoa tenha uma trombofilia.

O que é trombofilia?

Trombofilia é o nome dado a condições associadas a uma maior predisposição à formação de trombos.

Essas condições podem ser divididas em dois grupos principais:

  • trombofilias hereditárias, relacionadas a características genéticas ou deficiências específicas;
  • trombofilias adquiridas, que se desenvolvem ao longo da vida.

A presença de uma alteração laboratorial não deve ser analisada isoladamente. A interpretação pode depender do histórico, do momento da coleta, de outros exames e dos critérios utilizados para cada condição.

O que é trombofilia hereditária?

As trombofilias hereditárias estão relacionadas a alterações transmitidas geneticamente ou a deficiências de proteínas que participam do controle da coagulação.

Entre as análises que podem fazer parte de uma solicitação individualizada estão:

  • pesquisa do Fator V Leiden;
  • pesquisa da variante G20210A da protrombina;
  • dosagem ou atividade da proteína C;
  • dosagem ou atividade da proteína S;
  • avaliação da antitrombina.

A disponibilidade e a composição da investigação dependem dos exames solicitados. Não existe um único painel indicado para todas as pessoas.

O que é síndrome antifosfolípide?

A síndrome antifosfolípide, também conhecida pela sigla SAF, é uma condição adquirida cuja avaliação combina critérios clínicos e laboratoriais.

Os principais exames laboratoriais relacionados à investigação são:

  • anticoagulante lúpico;
  • anticorpos anticardiolipina IgG e IgM;
  • anticorpos anti-β2-glicoproteína I IgG e IgM.

Um resultado positivo isolado não confirma a síndrome antifosfolípide. A análise depende do tipo de anticorpo, da concentração encontrada, do histórico e da persistência da positividade.

Quando aplicável, o profissional responsável pode solicitar uma nova coleta após um intervalo mínimo de 12 semanas. O laboratório informa o resultado da amostra analisada, mas o diagnóstico não é definido apenas pelo laudo laboratorial.

Quais exames podem ser solicitados na investigação de trombofilia?

Os exames podem ser organizados de acordo com o que cada grupo analisa.

Anticorpos antifosfolípides

Anticoagulante lúpico

O teste pesquisa alterações laboratoriais relacionadas à ação de anticorpos sobre etapas da coagulação.

Apesar do nome, um resultado positivo não significa necessariamente que a pessoa tenha lúpus. O anticoagulante lúpico também não deve ser interpretado sozinho.

Anticardiolipina IgG e IgM

Esses exames pesquisam anticorpos contra a cardiolipina nas classes IgG e IgM.

O laudo informa o resultado e os valores de referência utilizados pelo laboratório. A relevância de uma positividade depende da concentração, da persistência e dos demais critérios avaliados.

Anti-β2-glicoproteína I IgG e IgM

Os exames identificam anticorpos contra a β2-glicoproteína I nas classes IgG e IgM.

Junto ao anticoagulante lúpico e à anticardiolipina, eles podem fazer parte da avaliação laboratorial da síndrome antifosfolípide.

Anticoagulantes naturais

Proteína C

A proteína C participa do controle natural da coagulação. O exame pode avaliar sua quantidade ou atividade, conforme o método solicitado.

Proteína S

A proteína S atua em conjunto com a proteína C na regulação da coagulação.

Os resultados podem ser influenciados por fatores como gestação, medicamentos e outras condições. Por isso, é importante seguir as orientações fornecidas para a coleta e informar os medicamentos em uso quando solicitado.

Antitrombina

A antitrombina também participa do controle da coagulação. Sua avaliação pode ser incluída em investigações específicas conforme a solicitação recebida.

Variantes genéticas

Fator V Leiden

O exame pesquisa uma variante genética no gene do fator V associada à resistência à proteína C ativada e ao aumento do risco de trombose venosa.

O resultado pode indicar que a variante não foi identificada ou que está presente em heterozigose ou homozigose.

A presença da variante descreve um achado genético. Sua relevância deve ser considerada junto ao histórico e aos demais fatores individuais.

Variante G20210A da protrombina

Esse exame pesquisa uma variante no gene da protrombina, também conhecida como Fator II.

Assim como em outros exames genéticos, o laudo informa se a variante pesquisada foi identificada e em qual condição genética.

Onde entram a homocisteína, o MTHFR e o PAI-1?

Homocisteína, MTHFR e PAI-1 podem aparecer em algumas solicitações laboratoriais, mas não devem ser apresentados como equivalentes às trombofilias hereditárias clássicas.

Homocisteína

A homocisteína é um aminoácido medido por exame de sangue. Sua concentração pode ser influenciada por fatores como folato, vitamina B12, função renal, medicamentos e outras condições individuais.

O resultado não diagnostica, isoladamente, uma trombofilia.

+ Leia também: entenda quando a homocisteína está alta e quais fatores podem influenciar o resultado.

MTHFR

O exame MTHFR pesquisa variantes como C677T e A1298C.

Essas variantes não são consideradas, isoladamente, trombofilias hereditárias. Um resultado positivo também não significa automaticamente maior risco de trombose, infertilidade ou perda gestacional.

+ Leia também: entenda para que serve o exame MTHFR e como interpretar C677T e A1298C.

PAI-1

O exame de PAI-1 pesquisa polimorfismos específicos relacionados ao inibidor do ativador do plasminogênio.

Esses polimorfismos não integram rotineiramente as principais recomendações para investigação de trombofilia. Quando o exame é solicitado, o laboratório identifica a variante pesquisada, sem estabelecer isoladamente um diagnóstico.

👉Sugestão de leitura: Exame Polimorfismo do PAI-1

Exames de trombofilia são indicados após uma perda gestacional?

A ocorrência de uma perda gestacional não significa automaticamente que exista uma alteração na coagulação.

As possíveis causas e os exames que podem ser considerados variam de acordo com o histórico. Por isso, não existe uma lista única de testes laboratoriais indicada para todas as pessoas após uma perda.

Na investigação de perdas gestacionais recorrentes, os anticorpos relacionados à síndrome antifosfolípide podem ser avaliados em situações que atendam aos critérios definidos pelo profissional responsável.

Já a pesquisa rotineira de trombofilias hereditárias não é indicada para todas as pessoas com histórico de perdas gestacionais. A decisão deve ser individualizada.

Os exames são recomendados antes da FIV?

Os exames de trombofilia não são recomendados de forma rotineira para todas as pessoas que realizarão fertilização in vitro.

A indicação não deve ser baseada apenas no início da FIV ou em uma tentativa anterior sem sucesso. O profissional responsável pode solicitar análises específicas conforme o histórico e os demais dados disponíveis.

O que significa ter um resultado positivo?

O significado de “positivo” depende do exame realizado.

Nos testes genéticos, um resultado positivo geralmente indica que a variante pesquisada foi identificada. O laudo também pode informar se ela está presente em heterozigose ou homozigose.

Nos exames de anticorpos, o resultado pode ser apresentado como reagente, não reagente ou acompanhado de um valor numérico. Para a síndrome antifosfolípide, uma positividade isolada não confirma o diagnóstico.

Nas avaliações de proteína C, proteína S e antitrombina, o resultado é comparado aos valores de referência do método utilizado.

Em todos os casos, o resultado deve ser considerado em conjunto com o motivo da solicitação e outras informações. O laboratório não define diagnóstico ou tratamento a partir de um exame isolado.

Resumo dos principais exames

Grupo de examesExemplos e o que o laboratório avalia
CoagulogramaTP, INR, TTPa e fibrinogênio: avaliam etapas do processo de coagulação no momento da coleta.
Anticorpos antifosfolípidesAnticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-β2-glicoproteína I: pesquisam alterações laboratoriais consideradas na avaliação da síndrome antifosfolípide.
Anticoagulantes naturaisProteína C, proteína S e antitrombina: avaliam proteínas que participam da regulação da coagulação.
Variantes genéticasFator V Leiden e G20210A da protrombina: pesquisam variantes associadas a trombofilias hereditárias.
Marcador metabólicoHomocisteína: mede a concentração desse aminoácido no sangue. O resultado isolado não diagnostica trombofilia.
Outros testes genéticosMTHFR e PAI-1: identificam variantes específicas que não diagnosticam isoladamente uma trombofilia.

Como são feitos os exames?

A maioria dos exames citados é realizada a partir de uma amostra de sangue. Entretanto, o tipo de tubo, o preparo, a estabilidade da amostra e o prazo de resultado variam entre as análises.

Alguns testes também podem sofrer interferência do momento da coleta ou do uso de medicamentos. Por isso, antes de comparecer ao laboratório:

  • informe quais exames foram solicitados;
  • confirme se existe necessidade de jejum;
  • verifique as orientações específicas de preparo;
  • não interrompa medicamentos por conta própria;
  • consulte o prazo individual de cada análise.

A equipe do Posenato Diagnósticos pode fornecer as informações laboratoriais necessárias para a realização dos exames.

Perguntas frequentes sobre exames de trombofilia para tentantes

1. Toda tentante precisa fazer exames de trombofilia?

Não. Esses exames não são indicados de forma rotineira para todas as pessoas que desejam engravidar. A necessidade depende do histórico e da avaliação do profissional responsável.

2. Coagulograma e exame de trombofilia são a mesma coisa?

Não. O coagulograma avalia etapas do processo de coagulação. A pesquisa de trombofilia pode envolver anticorpos, proteínas da coagulação e variantes genéticas específicas.

3. Quais exames podem fazer parte da pesquisa de trombofilia?

Dependendo da solicitação, podem ser incluídos anticorpos antifosfolípides, proteína C, proteína S, antitrombina, Fator V Leiden e a variante G20210A da protrombina. Não existe um painel único para todas as pessoas.

4. Quais exames avaliam a síndrome antifosfolípide?

Os principais são anticoagulante lúpico, anticardiolipina IgG e IgM e anti-β2-glicoproteína I IgG e IgM.

5. Um anticorpo positivo confirma síndrome antifosfolípide?

Não. Um resultado positivo isolado não confirma a síndrome. A avaliação considera critérios clínicos, tipo e concentração dos anticorpos e, quando aplicável, a persistência da positividade em uma nova coleta.

6. MTHFR é trombofilia?

As variantes comuns C677T e A1298C do MTHFR não são consideradas, isoladamente, trombofilias hereditárias.

7. Homocisteína alta significa trombofilia?

Não necessariamente. A homocisteína é um marcador metabólico que pode ser influenciado por diferentes fatores. O resultado isolado não diagnostica trombofilia.

8. Esses exames são indicados depois de uma perda gestacional?

Não existe uma lista única indicada para todas as pessoas. Os exames que podem ser considerados dependem do histórico e dos critérios avaliados pelo profissional responsável.

9. Os exames devem ser feitos antes da FIV?

Eles não são recomendados rotineiramente apenas porque a pessoa realizará FIV. A solicitação deve ser individualizada.

10. É necessário jejum?

O preparo varia conforme os exames solicitados. Entre em contato com o laboratório para confirmar as orientações de cada análise.

11. Posso realizar os exames sem pedido médico?

A possibilidade depende do exame e das regras aplicáveis. Entre em contato com o Posenato Diagnósticos para verificar a documentação necessária. A interpretação dos resultados deve ser feita pelo profissional responsável.

12. Quanto custam os exames de trombofilia?

Os valores dependem das análises solicitadas. Para receber um orçamento correto, envie a relação de exames ao atendimento do Posenato Diagnósticos.

13. Em quanto tempo os resultados ficam prontos?

O prazo varia de acordo com o exame e o método utilizado. A equipe do laboratório informa a previsão individual no momento do atendimento.

Onde realizar exames de trombofilia em São Paulo?

O Posenato Diagnósticos realiza diferentes análises laboratoriais relacionadas à coagulação, anticorpos antifosfolípides e variantes genéticas.

Para confirmar disponibilidade, preparo, prazo e valores, envie a relação de exames solicitados à nossa equipe.

✅ Unidade: Av. Pompeia, 1390 – Vila Pompéia – São Paulo
✅ Estacionamento gratuito no local
✅ Segunda a sexta: das 7h às 13h
✅ Sábados: das 7h às 12h
✅ Atendimento particular, sem necessidade de convênio

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Referências:

Genótipo homozigoto do fator v Leiden e resultados da gravidez

Anticorpos anticardiolipina em pacientes com perda gestacional recorrente: tratamento e fluxo sanguíneo uterino

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