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Sintomas da Sífilis, Sinais de Alerta e Quando Fazer o Exame

Os sintomas da sífilis podem variar bastante ao longo do tempo e, em muitos casos, passar despercebidos. Essa infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum, pode permanecer silenciosa por meses ou até anos, mesmo enquanto continua ativa no organismo.

Reconhecer os sinais da sífilis em cada fase da doença é fundamental para iniciar o tratamento precocemente, evitar complicações graves e interromper a transmissão.

Sífilis é perigosa?

Sim. A sífilis é uma IST potencialmente grave quando não diagnosticada e tratada adequadamente. Mesmo quando os sintomas desaparecem espontaneamente, a bactéria pode permanecer no corpo e evoluir para fases mais avançadas, causando danos ao sistema nervoso, coração e outros órgãos.

Por isso, identificar os sintomas da sífilis e confirmar o diagnóstico por meio de exames laboratoriais é essencial, inclusive em pessoas sem sinais aparentes.

O que é sífilis?

A sífilis é uma infecção bacteriana transmitida principalmente por contato sexual desprotegido — vaginal, anal ou oral. Também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, caracterizando a sífilis congênita.

Trata-se de uma doença antiga, mas ainda muito presente, especialmente devido à baixa testagem, atraso no diagnóstico e abandono do tratamento.

Estágios da sífilis

A doença evolui em quatro fases distintas:

  • Sífilis primária: surgimento de feridas indolores nos órgãos genitais, boca ou ânus.
  • Sífilis secundária: manchas na pele, febre, dor de cabeça e mal-estar.
  • Sífilis latente: fase sem sintomas, mas ainda com a presença da bactéria.
  • Sífilis terciária: complicações graves que afetam o coração, cérebro e outros órgãos.

Cada fase exige atenção clínica específica. O diagnóstico precoce evita a progressão para estágios mais perigosos.

Sintomas da sífilis: sinais por estágio

Na fase primária, a principal característica é o aparecimento de uma úlcera única, pequena, indolor e firme (o cancro duro), geralmente nos genitais, reto ou boca. Essa ferida pode passar despercebida e desaparecer espontaneamente, o que leva muitas pessoas a não buscarem ajuda médica.

Na fase secundária, que surge semanas após o desaparecimento da ferida inicial, o indivíduo pode apresentar manchas avermelhadas principalmente nas palmas das mãos e solas dos pés, febre, dor muscular, ínguas, dor de cabeça, fadiga e queda de cabelo.

A fase latente pode durar meses ou anos sem qualquer sintoma, tornando-se extremamente perigosa, pois a bactéria continua no organismo.

Já na fase terciária, que pode surgir até 30 anos depois, ocorrem lesões em órgãos internos, no sistema nervoso e no sistema cardiovascular.

Sintomas de sífilis em homens

Os sinais e sintomas da sífilis em homens podem variar conforme a fase da infecção. Na fase inicial, é comum o aparecimento de uma ferida única, endurecida e geralmente indolor, conhecida como cancro duro, na glande, prepúcio, escroto, ânus ou boca. Essa lesão costuma desaparecer sozinha após algumas semanas, o que pode levar muitos homens a acreditarem, de forma equivocada, que o problema foi resolvido.

Com a progressão da doença, outros sinais e sintomas podem surgir, como ínguas na virilha, manchas avermelhadas pelo corpo — principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés — febre, dor muscular, cansaço excessivo, dor de cabeça e mal-estar generalizado. Em alguns casos, a sífilis pode permanecer silenciosa por meses ou anos.

Como vários sinais e sintomas da sífilis podem ser confundidos com outras infecções ou condições dermatológicas, a realização de exames laboratoriais é fundamental para confirmar o diagnóstico corretamente.

Sintomas da sífilis na mulher

Os sinais e sintomas da sífilis na mulher podem ser mais difíceis de perceber, principalmente nas fases iniciais da infecção. Em muitos casos, as lesões surgem dentro da vagina, no colo do útero ou na região anal, passando despercebidas por não causarem dor ou desconforto importante. A manifestação inicial mais comum é uma ferida única, endurecida e indolor, conhecida como cancro duro.

Com a evolução da doença, podem surgir outros sinais e sintomas, como manchas avermelhadas pelo corpo, queda de cabelo, ínguas, febre, cansaço excessivo, dor muscular e mal-estar generalizado. Algumas mulheres também relatam alterações ginecológicas inespecíficas, o que pode dificultar ainda mais a identificação da infecção sem a realização de exames laboratoriais.

Quando não tratada, a sífilis pode aumentar o risco de complicações ginecológicas, infertilidade e problemas durante a gestação. Na gravidez, a infecção pode ser transmitida para o bebê, causando sífilis congênita, aborto espontâneo, parto prematuro e alterações graves no desenvolvimento fetal.

Por isso, a realização periódica de exames para ISTs é fundamental, especialmente em gestantes, mulheres com novos parceiros sexuais ou após situações de exposição de risco.

👉Dica de leitura: Painel IST: Diagnóstico Rápido e Preciso com Tecnologia PCR

Sífilis genital: como identificar as lesões

A sífilis genital pode ser confundida com herpes ou outras ISTs. As lesões costumam:

  • Não causar dor

  • Ter bordas firmes

  • Aparecer nos genitais, ânus ou boca

Além disso, manchas pelo corpo que não coçam, especialmente nas mãos e pés, são um sinal clássico da fase secundária.

+ Veja maisHerpes Genital: Sintomas, Tratamento e Como Confirmar o Diagnóstico

Quando os sintomas da sífilis aparecem?

Os primeiros sinais geralmente surgem entre 10 a 90 dias após o contágio, com uma média de 21 dias.

Esse período é conhecido como incubação e varia de pessoa para pessoa. É importante lembrar que a ausência de sintomas não significa que a pessoa está curada. A bactéria pode permanecer ativa no organismo por anos.

Como a sífilis é diagnosticada?

O diagnóstico da sífilis é feito por meio de exames laboratoriais de sangue. A análise leva em conta a presença de anticorpos contra o Treponema pallidum.

Em alguns casos, testes confirmatórios são necessários. É essencial considerar o período da janela imunológica, o tempo entre a infecção e a detecção pelo exame. Para entender melhor sobre o assunto, acesse o artigo sobre janela imunológica no blog do Posenato.

Tratamento da sífilis

O tratamento da sífilis é simples e eficaz, feito com injeções de penicilina benzatina. Em casos de alergia, outras alternativas podem ser indicadas. Quanto antes iniciar o tratamento, maiores as chances de cura total.

Além disso, é fundamental que os parceiros sexuais também sejam testados e tratados, mesmo que estejam assintomáticos.

Complicações da sífilis não tratada

Sem tratamento, a sífilis pode causar:

  • Comprometimento neurológico

  • Doença cardiovascular

  • Cegueira

  • Paralisia

  • Demência

  • Sífilis congênita, com risco de óbito neonatal

Sífilis tem cura?

Sim, a sífilis é uma IST totalmente curável, desde que diagnosticada corretamente e tratada com rigor. No entanto, mesmo após a cura clínica, o paciente deve fazer acompanhamento médico por alguns meses para monitorar possíveis recidivas.

Prevenção da sífilis

A melhor forma de prevenir a sífilis é através do uso consistente de preservativos e da realização periódica de exames, especialmente após novas relações sexuais. A educação em saúde sexual é outro pilar essencial para reduzir os casos.

Importância dos check-ups de IST

A sífilis pode permanecer silenciosa por longos períodos. Por isso, exames de rotina para ISTs são uma forma eficaz de cuidado preventivo, mesmo na ausência de sintomas.

Caso exista suspeita, exposição de risco ou necessidade de investigação preventiva, a realização de exames laboratoriais confiáveis é fundamental para o diagnóstico precoce.

Avaliação Laboratorial das ISTs

A sífilis pode permanecer silenciosa por meses ou até anos, mesmo enquanto continua ativa no organismo. Por isso, o diagnóstico não deve se basear apenas na presença de sinais e sintomas isolados.

O ideal é realizar uma investigação laboratorial completa, especialmente após relações desprotegidas, sintomas suspeitos ou situações de exposição de risco. A avaliação pode incluir exames para sífilis e outras ISTs que frequentemente coexistem, como HIV e hepatites virais.

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FAQs – Perguntas Frequentes Sobre Sífilis

 

1. Quais são os primeiros sintomas da sífilis? Os primeiros sinais da sífilis geralmente incluem o aparecimento de uma ferida única, endurecida e indolor na região genital, anal ou oral. Essa lesão é conhecida como cancro duro e costuma surgir entre 10 e 90 dias após o contato com a bactéria. Em muitos casos, a ferida desaparece sozinha, mesmo sem tratamento.

2. A ferida da sífilis dói? Na maioria dos casos, não. A lesão típica da sífilis primária costuma ser indolor, firme e com bordas endurecidas. Justamente por não causar dor, muitas pessoas não percebem a infecção nas fases iniciais.

3. Quanto tempo demora para aparecer os sintomas da sífilis? Os sintomas da sífilis podem surgir entre 10 e 90 dias após a exposição, com média de aproximadamente 21 dias. O tempo pode variar de acordo com o organismo de cada pessoa e a fase da infecção.

4. Sífilis pode não apresentar sintomas? Sim. A sífilis pode permanecer silenciosa durante meses ou anos, especialmente na fase latente da doença. Mesmo sem sinais aparentes, a bactéria continua presente no organismo e pode causar complicações graves se não houver tratamento.

5. Como saber se uma mancha na pele pode ser sífilis? Na fase secundária da sífilis, podem surgir manchas avermelhadas pelo corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões geralmente não coçam e podem vir acompanhadas de febre, mal-estar e ínguas. Apenas exames laboratoriais podem confirmar o diagnóstico corretamente.

6. Sífilis tem cura definitiva? Sim. A sífilis tem cura quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente com antibióticos, geralmente penicilina benzatina. Após o tratamento, é importante manter acompanhamento médico e laboratorial.

7. É possível ter sífilis e não saber? Sim. Muitas pessoas descobrem a sífilis apenas em exames de rotina, já que os sinais podem ser discretos ou desaparecer temporariamente. Por isso, a realização periódica de exames para ISTs é fundamental.

8. Grávidas com sífilis podem transmitir a infecção para o bebê? Sim. A sífilis pode ser transmitida durante a gestação, causando sífilis congênita. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado durante o pré-natal são essenciais para reduzir riscos ao bebê.

9. Qual exame detecta sífilis? O diagnóstico da sífilis é feito por exames laboratoriais de sangue, como VDRL e testes treponêmicos. Em alguns casos, exames confirmatórios podem ser necessários para avaliação completa.

10. A camisinha protege totalmente contra sífilis? O uso de preservativo reduz significativamente o risco de transmissão, mas não oferece proteção absoluta. Isso ocorre porque a bactéria pode estar presente em lesões localizadas fora das áreas cobertas pela camisinha.

Referências:

Sífilis – Ministério da Saúde

Sífilis – Manual MSD

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