O exame FIT (Teste Imunoquímico Fecal), também conhecido como pesquisa de sangue oculto nas fezes, é um exame simples e não invasivo utilizado para identificar pequenas quantidades de sangue que não podem ser vistas a olho nu.
Nos últimos anos, esse exame ganhou ainda mais relevância por ser o método recomendado nas estratégias modernas de rastreamento do câncer colorretal, permitindo identificar alterações intestinais antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.
Realizado a partir de uma única amostra de fezes, o exame FIT apresenta alta precisão para detectar sangue proveniente do intestino grosso, dispensando dietas ou restrições alimentares antes da coleta.
Neste artigo, você entenderá como funciona o exame, quando ele é indicado, quais são suas vantagens e como interpretar seus resultados.
O que é o exame FIT?
O FIT (Fecal Immunochemical Test) é um teste laboratorial que pesquisa a presença de sangue oculto nas fezes por meio de um método imunológico altamente específico para hemoglobina humana.
Diferentemente dos métodos mais antigos, o exame identifica pequenas perdas de sangue que podem ocorrer em doenças do intestino grosso, mesmo quando não há qualquer alteração visível nas fezes.
Por ser um exame simples, seguro e de fácil realização, tornou-se uma das principais ferramentas para o rastreamento do câncer colorretal em pessoas sem sintomas.
Para que serve a pesquisa de sangue oculto nas fezes?
A principal finalidade do exame é identificar sangramentos discretos no trato intestinal que podem passar despercebidos no dia a dia.
Quando presente, o sangue oculto pode estar relacionado a diferentes condições, como:
- pólipos intestinais;
- diverticulose;
- doenças inflamatórias intestinais;
- hemorroidas com sangramento;
- úlceras intestinais;
- câncer colorretal.
É importante destacar que o exame não estabelece um diagnóstico, mas funciona como uma importante ferramenta de rastreamento e investigação inicial.
Por que o exame FIT ganhou destaque no rastreamento do câncer colorretal?
O câncer colorretal é um dos tipos de câncer mais frequentes entre homens e mulheres e, na maioria dos casos, apresenta evolução lenta.
Nas fases iniciais, a doença costuma não provocar sintomas. Em muitos pacientes, o primeiro sinal pode ser justamente a presença de pequenas quantidades de sangue eliminadas nas fezes.
Por esse motivo, o exame FIT passou a ser amplamente adotado em programas de rastreamento e, recentemente, passou a integrar as estratégias preconizadas pelo Ministério da Saúde para ampliar a detecção precoce do câncer colorretal na população elegível.
A identificação precoce aumenta as possibilidades de diagnóstico em estágios iniciais, quando as chances de tratamento são significativamente maiores.
Quem deve realizar o exame FIT?
O exame costuma ser indicado para pessoas sem sintomas que fazem parte dos programas de rastreamento do câncer colorretal, principalmente a partir da faixa etária recomendada pelas diretrizes médicas.
Além disso, o exame pode ser solicitado pelo médico quando existem situações como:
- alteração persistente do hábito intestinal;
- anemia por deficiência de ferro sem causa definida;
- investigação de sangramento intestinal;
- acompanhamento de pacientes com maior risco para doenças do intestino.
Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal ou doenças intestinais podem necessitar de acompanhamento individualizado, conforme orientação médica.
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Quais sintomas merecem investigação?
Embora o exame FIT seja utilizado principalmente em pessoas sem sintomas, alguns sinais devem motivar avaliação médica:
- sangue visível nas fezes;
- mudança persistente do funcionamento do intestino;
- diarreia ou constipação prolongadas;
- dor abdominal recorrente;
- perda de peso sem causa aparente;
- anemia sem explicação;
- sensação de evacuação incompleta.
Na presença desses sintomas, o médico poderá definir quais exames são mais adequados para cada situação.
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Como é feito o exame?
A coleta é simples e realizada pelo próprio paciente em casa.
Após evacuar, uma pequena quantidade de fezes é colocada no frasco fornecido pelo laboratório e encaminhada para análise.
O procedimento é rápido, não invasivo e não provoca qualquer desconforto.
O exame FIT precisa de dieta?
Não.
Essa é uma das principais vantagens da metodologia FIT.
Ao contrário dos testes tradicionais baseados no método do guáiaco, o exame imunológico não exige restrições alimentares nem suspensão de carnes, vegetais ou medicamentos antes da coleta, salvo orientação específica do médico.
Isso torna o exame mais prático para o paciente e reduz a ocorrência de resultados falso-positivos relacionados à alimentação.
FIT ou método do guáiaco: qual a diferença?
| Exame FIT | Método do Guáiaco |
|---|---|
| Detecta hemoglobina humana | Detecta atividade de peroxidases |
| Não exige dieta | Requer restrições alimentares |
| Maior especificidade para sangramento intestinal | Maior chance de resultados falso-positivos |
| Método atualmente mais utilizado | Método tradicional |
Por oferecer maior precisão e praticidade, o exame FIT tornou-se o método preferencial para a pesquisa de sangue oculto nas fezes em diversos programas de rastreamento.
Como interpretar o resultado?
O resultado deve sempre ser analisado em conjunto com a avaliação clínica e, quando necessário, com outros exames.
Resultado negativo
Um resultado negativo indica que não foi identificada a presença de sangue oculto na amostra analisada.
Isso reduz a probabilidade de sangramento intestinal no momento da coleta, mas não exclui completamente a possibilidade de doenças do trato gastrointestinal.
Resultado positivo
Um resultado positivo significa que foi detectada a presença de sangue oculto nas fezes.
Esse achado não confirma câncer e pode ocorrer em diferentes condições benignas ou inflamatórias.
Nesses casos, o médico poderá solicitar exames complementares para identificar a origem do sangramento.
O exame FIT detecta câncer?
Não.
O exame FIT não diagnostica câncer.
Seu objetivo é identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes que podem estar relacionadas a diversas alterações intestinais, incluindo pólipos e câncer colorretal.
Quando o resultado apresenta alteração, a investigação médica é fundamental para definir sua causa.
👉Sugestão de leitura: Exame De Sangue Que Detecta Câncer? O Que os Resultados Podem Indicar
Como se preparar para o exame?
A metodologia FIT exige poucos cuidados antes da coleta.
De forma geral, recomenda-se:
- utilizar o frasco coletor fornecido pelo laboratório;
- evitar contaminação da amostra com urina ou água do vaso sanitário;
- seguir as orientações de coleta fornecidas pelo laboratório;
- informar ao médico ou ao laboratório caso exista sangramento ativo por outras causas.
Em caso de dúvidas, a equipe do laboratório poderá orientar sobre a forma correta de coleta
Onde fazer o exame FIT em São Paulo?
No Posenato Diagnósticos, a pesquisa de sangue oculto nas fezes é realizada por meio da metodologia FIT, que oferece maior especificidade e praticidade para o paciente.
Nossos diferenciais:
- metodologia imunológica FIT;
- não necessita dieta prévia;
- coleta simples realizada em casa;
- atendimento particular;
- resultados disponibilizados online;
- unidade na Vila Pompeia, em São Paulo.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é o exame FIT?
O exame FIT é um teste imunológico que pesquisa sangue oculto nas fezes e auxilia no rastreamento do câncer colorretal e de outras condições que podem causar sangramento intestinal.
2. O exame FIT detecta câncer?
Não. O exame identifica a presença de sangue oculto nas fezes, mas não confirma o diagnóstico de câncer. Um resultado positivo deve ser investigado pelo médico.
3. Preciso fazer dieta antes do exame?
Não. A metodologia FIT utilizada pelo Posenato Diagnósticos não exige restrições alimentares antes da coleta.
4. O exame precisa de pedido médico?
Em muitos casos, o exame pode ser realizado sem pedido médico. Em caso de dúvidas, consulte nossa equipe.
5. Quanto tempo demora o resultado?
O laudo é disponibilizado em até 3 dias, podendo variar conforme a rotina laboratorial.
6. Um resultado positivo significa câncer?
Não necessariamente. Diversas condições podem provocar sangramento intestinal. A investigação complementar será definida pelo médico.
Referências: