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HPV: sintomas, quando investigar e quais exames detectam o vírus

O HPV é uma das ISTs mais comuns e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. Por isso, muitas pessoas só descobrem o vírus ao investigar verrugas, alterações no preventivo ou após uma relação sexual sem proteção.

Se você precisa fazer um exame para investigar o Papilomavírus Humano, o Posenato Diagnósticos oferece atendimento acolhedor, sigilo absoluto e exames rápidos para avaliar saúde sexual com precisão.

O que é HPV e por que é tão comum?

O Papilomavírus Humano é um grupo com mais de 200 tipos diferentes de vírus. A maioria causa infecções leves e transitórias. Porém, alguns subtipos — chamados de oncogênicos — podem provocar alterações celulares que evoluem para câncer, principalmente os tipos 16 e 18.

O vírus é facilmente transmitido por contato direto pele com pele durante relações sexuais vaginais, anais ou orais. Mesmo sem penetração completa, o contato íntimo já pode transmitir o HPV.

Tipos de Papilomavírus: baixo e alto risco

HPV de baixo risco:
– Costuma causar verrugas genitais (condilomas), principalmente os tipos 6 e 11.
– Não evolui para câncer, mas traz desconforto emocional e físico.

HPV de alto risco:
– Associados ao desenvolvimento de tumores.
– Tipos 16 e 18 estão ligados a até 70% dos casos de câncer do colo do útero.
– Também podem causar câncer de pênis, orofaringe, ânus e vagina.

Como ocorre a transmissão do Papilomavírus Humano?

O vírus passa de uma pessoa para outra principalmente através de contato sexual sem proteção, mas não depende apenas de penetração. O simples atrito pele com pele já pode transmitir o vírus.

Também pode ocorrer transmissão por:

  • Brinquedos sexuais compartilhados
  • Sexo oral
  • Contato íntimo com lesões ativas
  • De mãe para bebê no parto (raro)

O uso de preservativo reduz o risco, mas não protege 100%, pois áreas não cobertas pela camisinha também podem transmitir o vírus.

Fatores que aumentam o risco de HPV

  • Início precoce da vida sexual
  • Múltiplos parceiros
  • Sistema imunológico enfraquecido
  • Falta de vacinação
  • Histórico prévio de ISTs
  • Tabagismo (aumenta risco de lesões de alto grau)

Sintomas em mulheres e homens

A maior parte das infecções por papilomavírus é assintomática. Isso significa que muitas pessoas carregam o vírus sem saber — e sem apresentar verrugas.

Quando aparecem, os sintomas variam:

Sintomas de HPV em mulheres

  • Verrugas genitais na vulva, vagina ou ânus
  • Alterações celulares no colo do útero (detectadas no exame preventivo)
  • Corrimento anormal ou sangramento (em lesões avançadas)

Sintomas de HPV em homens

  • Verrugas no pênis, testículos, períneo, região anal
  • Lesões na boca ou garganta após sexo oral
  • Portador assintomático (muito comum)

Para aprofundamento específico do público masculino, veja também nosso conteúdo sobre DSTs em homens, com sintomas típicos e sinais de alerta.

Quando o vírus pode evoluir para câncer?

Alguns tipos de HPV podem causar lesões chamadas NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical), que, se não tratadas, podem se transformar em câncer.

O papilomavírus humano está relacionado a:

  • 99% dos casos de câncer do colo do útero
  • Câncer de pênis
  • Câncer de ânus
  • Câncer de vagina
  • Câncer de orofaringe

A detecção precoce é fundamental para evitar evolução para casos graves.

Exames que detectam HPV

Não existe exame de sangue confiável para diagnosticar o vírus. Os principais métodos são feitos em amostras do trato genital.

1. Papanicolau (Preventivo)

Avalia alterações celulares no colo do útero. É o principal exame para rastreamento feminino.

2. Citologia em meio líquido

Técnica mais moderna, com maior sensibilidade e menor número de resultados inconclusivos.

3. Captura híbrida para HPV

Detecta diretamente o DNA viral e identifica se a infecção é de baixo ou alto risco.
→ Saiba mais na nossa página sobre captura híbrida para HPV.

4. Genotipagem do HPV

Exame que identifica quais subtipos do vírus estão presentes, como o subtipo 16 ou subtipo 18.
→ Veja mais detalhes em genotipagem do Papilomavírus.

5. Colposcopia

Exame visual detalhado do colo do útero para investigar lesões.

6. Biópsia

Realizada quando há suspeita de alterações de alto grau.

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Vacina: quem deve tomar?

A vacinação é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir infecções e reduzir o risco de câncer.

Tipos de vacina disponíveis:

  • Bivalente: Subtipos 16 e 18
  • Quadrivalente: Subtipos 6, 11, 16 e 18

Recomendada para:

  • Meninos e meninas de 9 a 14 anos (calendário nacional)
  • Adultos até 45 anos, conforme avaliação médica
  • Pessoas imunossuprimidas
  • Pacientes que nunca tiveram contato com o vírus ou desejam ampliar proteção

Prevenção: como reduzir o risco de HPV

  • Uso consistente de preservativos
  • Evitar compartilhar brinquedos sexuais
  • Manter exames de rotina em dia
  • Vacinação
  • Boa imunidade geral
  • Relacionamentos com comunicação e transparência
  • Avaliação médica diante de qualquer lesão genital

Saúde sexual: por que olhar além de uma única infecção?

Cuidar da saúde sexual vai muito além de se preocupar com um vírus específico. Relações sem proteção, múltiplos parceiros e a ausência de exames de rotina aumentam o risco de diferentes infecções, como clamídia, gonorreia, sífilis e HIV, entre outras.

Muitas dessas condições também podem ser silenciosas, causando poucos sintomas no início. Quando não são identificadas a tempo, podem levar a complicações como infertilidade, inflamações pélvicas, dor crônica, queda da imunidade e maior risco de outras ISTs.

Manter o acompanhamento regular com ginecologista ou urologista, fazer exames laboratoriais periódicos e ter uma comunicação aberta com o parceiro ou parceira são pilares importantes de uma vida sexual mais segura e tranquila.

Além disso, investir em educação em saúde — entender como as infecções são transmitidas, como se manifestam e quando procurar ajuda — reduz o medo, o preconceito e facilita a tomada de decisões mais responsáveis.

Teve relação sexual desprotegida? Acesse o post Checklist Pós-Exposição: O Que Fazer Se Tive Relação de Risco Sem Camisinha.

HPV na gestação

Ter o vírus não impede uma mulher de engravidar. Porém, quando há verrugas ativas, o obstetra deve acompanhar mais de perto. Em casos raros, o bebê pode entrar em contato com o vírus durante o parto.

Manter o preventivo atualizado e tratar lesões antes da gestação reduz riscos.

Verrugas genitais (crista de galo)

As verrugas causadas pelos tipos 6 e 11 podem aparecer na região genital, anal ou oral.
→ Entenda mais sobre essas lesões em nossa página sobre verrugas genitais (crista de galo).

Tratamentos disponíveis para Papilomavírus Humano

Embora o vírus não tenha cura definitiva, o sistema imunológico costuma eliminá-lo naturalmente. Mas as lesões precisam ser acompanhadas.

Tratamentos comuns:

  • Crioterapia (congelamento)
  • Ácido tricloroacético
  • Laser
  • Medicamentos tópicos
  • Monitoramento de lesões de alto risco

Aspectos emocionais e impacto nos relacionamentos

Receber um diagnóstico de HPV positivo pode gerar medo, vergonha e ansiedade. Isso é comum — e não significa sentença. Com acompanhamento adequado, a maioria das infecções regride.

Manter diálogo aberto com o parceiro e buscar apoio emocional são atitudes importantes durante o tratamento.

Informação sem julgamento: quebrando o tabu em torno das ISTs

Infecções sexualmente transmissíveis ainda carregam muito estigma. Vergonha, medo de ser julgado, culpa e desinformação acabam afastando muitas pessoas dos consultórios e laboratórios, mesmo quando percebem que algo não está bem.

Ter acesso a informação clara, baseada em evidências e apresentada de forma acolhedora faz diferença na prática. Quando o paciente entende como as infecções funcionam, quais são os riscos reais e quais são as opções de cuidado, fica mais fácil procurar ajuda sem se sentir condenado ou rotulado.

Ambientes de atendimento que prezam pela privacidade, sigilo e respeito contribuem para quebrar esse ciclo de silêncio. É isso que permite que mais pessoas façam exames de rotina, conversem abertamente com seus médicos e iniciem tratamentos no momento certo.

No dia a dia, falar sobre saúde sexual com naturalidade — em casa, nas consultas e entre amigos — é uma forma poderosa de proteger não apenas a própria saúde, mas também a de quem está à volta.

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FAQs (perguntas frequentes)

  1. HPV tem cura?
    O vírus não possui cura definitiva, mas a maioria das infecções é eliminada pelo organismo.
  2. Homens podem se infectar pelo vírus?
    Sim. Podem apresentar verrugas ou serem portadores assintomáticos.
  3. Existe exame de sangue para HPV?
    Para diagnóstico, não. O exame disponível pode ser utilizado para avaliar resposta vacinal.
  4. Qual exame detecta o Papilomavírus Humano?
    Captura híbrida, genotipagem, Papanicolau e citologia em meio líquido.
  5. Toda verruga é HPV?
    Não. Outras condições podem provocar verrugas, mas devem ser investigadas.

Referências:

Dados globais sobre infecção, riscos e medidas de controle

Ministério da Saúde – HPV

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