HPV em homens é mais comum do que muitos imaginam — e, na maioria das vezes, passa despercebido. A infecção costuma ser silenciosa, sem verrugas ou sinais visíveis, o que facilita a transmissão e retarda o diagnóstico.
O vírus pode atingir o pênis, escroto, região perianal, boca e garganta, e alguns tipos estão associados ao risco de câncer nessas regiões.
Pelos homens procurarem menos atendimento médico e não realizarem rastreamento regular como as mulheres, muitas infecções só são identificadas quando já evoluíram para lesões. Entender como o vírus se manifesta, quais exames realmente ajudam e quando buscar orientação é fundamental para manter a saúde sexual em dia.
Se você precisa investigar uma lesão, verruga ou apenas quer avaliar sua saúde íntima, o Posenato Diagnósticos oferece diagnóstico preciso, sigilo absoluto e atendimento acolhedor.
O que é o HPV em homens?
O Papilomavírus Humano é transmitido principalmente pelo contato pele com pele durante relações sexuais vaginais, anais ou orais. Mesmo sem penetração completa, o simples atrito já é suficiente para transmitir o vírus. Isso explica por que é tão frequente — e por que o preservativo reduz, mas não elimina totalmente o risco.
Nos homens, a infecção muitas vezes permanece invisível, alojada na pele da região genital externa. Por esse motivo, o diagnóstico é mais desafiador e depende de avaliação clínica, exames específicos e, em alguns casos, biópsia.
Sintomas de HPV em homens
Embora muitos homens não apresentem qualquer sinal, alguns sintomas podem surgir:
- Verrugas no pênis, saco escrotal, virilha ou região pubiana
- Lesões na região anal
- Pequenas elevações com formato de “couve-flor”
- Placas ou feridinhas na boca e garganta após sexo oral
- Coceira, ardor ou desconforto local
- Sangramento ao evacuar em casos de lesões anais
A presença de verrugas é conhecida como crista de galo, manifestação típica dos tipos de baixo risco.
Para entender melhor, veja nosso conteúdo específico sobre verrugas genitais (crista de galo).
Importante: mesmo sem verrugas, o homem pode transmitir o vírus a seus parceiros.
HPV na garganta em homens
O sexo oral pode levar o vírus à boca e à orofaringe. Homens são proporcionalmente mais afetados por tumores relacionados ao vírus nessa região, especialmente quando fumam, bebem álcool em excesso ou têm múltiplos parceiros.
Sinais de alerta incluem:
- Dor de garganta persistente
- Rouquidão prolongada
- Feridas na boca que não cicatrizam
- Caroço no pescoço
Como ocorre a transmissão?
A transmissão acontece por contato direto entre peles e mucosas. Isso significa que:
- Não é preciso haver penetração
- A camisinha reduz, mas não impede totalmente
- O compartilhamento de brinquedos sexuais transmite o vírus
- Sexo oral também representa risco
Fatores que aumentam a probabilidade de infecção:
- Múltiplas parcerias
- Vida sexual sem preservativo
- Baixa imunidade
- Falta de vacinação
- Histórico de ISTs
Quando o HPV pode levar ao câncer?
Alguns subtipos de alto risco podem causar:
- Câncer de pênis
- Câncer anal
- Câncer de boca e garganta
- Lesões pré-cancerígenas na região genital
A maioria desses casos é evitável com vacinação, diagnóstico precoce e acompanhamento médico.
Para aprofundar medidas de proteção, rastreamento e cuidados, veja também nosso conteúdo completo sobre prevenção e diagnóstico do HPV.
Exames para diagnosticar HPV em homens
Não existe exame de sangue confiável para diagnosticar HPV genital masculino.
O diagnóstico é baseado nos seguintes métodos:
1. Teste molecular por captura híbrida ou PCR
Detecta o DNA do vírus e identifica se o tipo presente é de alto ou baixo risco.
→ Saiba mais: captura híbrida para HPV
→ Veja também: genotipagem do HPV
2. Exame clínico (peniscopia / inspeção)
Realizado por urologista, infectologista ou dermatologista especializado.
3. Anoscopia
Indicado quando há suspeita de lesões no canal anal.
4. Biópsia
Padrão-ouro para lesões visíveis. Esclarece se há células pré-cancerígenas ou malignas.
5. Painéis de ISTs
Como homens assintomáticos podem ter mais de uma infecção, exames complementares podem ser necessários.
O que a literatura diz sobre testes em homens
Diferente do que ocorre com as mulheres, não existe exame aprovado para rastreamento de rotina de HPV em homens. Isso não é opinião — é diretriz internacional.
O CDC, FDA e sociedades médicas são unânimes em afirmar:
- Não há teste validado para rastrear HPV masculino em população geral
- A investigação deve ser individualizada, baseada em sintomas, lesões ou fatores de risco
- Testes moleculares têm valor quando clinicamente indicados, mas não substituem avaliação médica
- Biópsia continua sendo padrão-ouro quando existe lesão de aspecto suspeito
Como é feita a coleta em homens
Para que o teste tenha boa sensibilidade, a coleta deve ser feita nos sítios onde o vírus realmente se aloja — e não na urina ou no sangue, que têm desempenho inferior.
A metodologia descrita em estudos é:
Coleta genital externa com swab (mais sensível)
Amostras são obtidas por fricção suave com swab estéril:
- Corpo do pênis
- Glande
- Sulco coronal
- Região pubiana
- Períneo/perianal (quando indicado)
O mesmo swab pode ser utilizado em múltiplos sítios e é colocado em meio líquido próprio para análise molecular.
Coleta anal (em grupos de risco)
Utiliza-se swab introduzido suavemente no canal anal para avaliação de alterações celulares e pesquisa viral.
Urina, sêmen e sangue
Não são adequados para diagnóstico confiável de HPV genital masculino.
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Quando o exame é realmente indicado para homens
O exame faz sentido quando:
- Há verrugas ou lesões na região genital
- O parceiro(a) foi diagnosticado com infecção
- Há repetição de ISTs
- O paciente vive com HIV
- Homens que fazem sexo com homens (maior risco anal)
- Lesões em boca ou garganta após sexo oral
- Sinais persistentes na região anal
Tratamento do HPV em homens
O tratamento depende da manifestação:
- Verrugas podem ser removidas com laser, crioterapia ou medicamentos
- Lesões suspeitas devem ser avaliadas para biópsia
- Lesões anais podem exigir acompanhamento especializado
- Vacinação e imunidade fortalecida reduzem o risco de persistência
Apesar de não haver cura definitiva para o vírus, o organismo elimina a maioria das infecções ao longo do tempo.
Vacina para HPV em homens
A vacina é altamente eficaz para prevenir novas infecções e reduzir risco de câncer.
Indicada para:
- Meninos de 9 a 14 anos (calendário nacional)
- Homens até 26 anos
- Homens até 45 anos (com orientação médica)
- Parceiros de pessoas já diagnosticadas
- Pessoas imunossuprimidas
- Homens que fazem sexo com homens
Mesmo quem já teve contato com o vírus se beneficia da vacina.
Aspectos emocionais e impacto nos relacionamentos
Muitos homens associam o diagnóstico a culpa, vergonha ou medo de rejeição.
É importante lembrar:
- A infecção é comum
- Não significa infidelidade
- Não define caráter
- Pode ser controlada
- Não impede vida sexual saudável
Um diálogo transparente com o parceiro e acompanhamento médico adequado ajudam a reduzir ansiedade e reconstruir confiança.
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FAQs – Perguntas frequentes sobre HPV em homens
1. Homens podem ter HPV sem sintomas?
Sim. A maioria é assintomática.
2. A camisinha protege totalmente?
Não. Reduz o risco, mas não cobre todas as áreas que podem transmitir o vírus.
3. Existe exame de sangue para HPV?
Não. Exames confiáveis são feitos por coleta genital ou anal.
4. Toda verruga é HPV?
Não, mas deve ser investigada.
5. HPV pode causar câncer em homens?
Sim, especialmente em pênis, ânus e orofaringe.
6. A vacina funciona para homens adultos?
Sim, desde que avaliada por um profissional.
Referências:
Prevalência do HPV em múltiplos locais anatômicos entre homens que fazem sexo com homens no Peru.
Sobre a infecção genital por HPV – CDC


