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8 Exames de Sangue que Detectam Inflamação

Exames de sangue que detectam inflamação são fundamentais para identificar processos inflamatórios no organismo, inclusive aqueles silenciosos que não causam sintomas evidentes, mas que aumentam o risco de doenças crônicas, metabólicas e cardiovasculares. Alterações como cansaço persistente, dores no corpo sem causa aparente, dificuldade para emagrecer, glicemia alterada ou exames “no limite” podem ter relação direta com inflamação ativa no organismo.

A inflamação é uma resposta natural do corpo a uma agressão, como infecções, traumas ou toxinas. O problema surge quando essa resposta se torna crônica ou subclínica, permanecendo ativa por longos períodos sem sinais claros. Nesses casos, apenas os exames laboratoriais conseguem identificar o problema de forma precoce.

O que é inflamação no organismo

A inflamação, também chamada de resposta inflamatória, é um mecanismo de defesa do sistema imunológico. Ela ocorre sempre que o corpo identifica algo que pode causar dano, como microrganismos, substâncias químicas ou lesões teciduais.

Classicamente, a inflamação apresenta cinco sinais principais:
dor, vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura local e perda de função.
No entanto, nem sempre esses sinais estão presentes, especialmente nos quadros crônicos ou de baixo grau.

O que são marcadores inflamatórios

Marcadores inflamatórios são exames de sangue capazes de indicar a presença, a intensidade e o tipo de inflamação no organismo. Eles ajudam a:

  • Identificar inflamações agudas ou crônicas
  • Investigar doenças autoimunes e infecciosas
  • Monitorar a resposta ao tratamento
  • Avaliar risco cardiovascular e metabólico
  • Investigar sintomas persistentes e inespecíficos

Cada marcador possui uma função específica e deve ser interpretado dentro do contexto clínico do paciente.

Quando investigar inflamação com exames de sangue

Os exames de sangue que detectam inflamação costumam ser indicados nas seguintes situações:

  • Fadiga persistente sem causa definida
  • Febre baixa recorrente
  • Dores articulares ou musculares frequentes
  • Doenças autoimunes suspeitas ou confirmadas
  • Infecções recorrentes ou de difícil controle
  • Avaliação de risco cardiovascular
  • Pós-operatório e acompanhamento inflamatório
  • Dificuldade para emagrecer associada à resistência insulínica

Exames de sangue que detectam inflamação

A seguir, conheça os principais exames de sangue que ajudam a identificar inflamações agudas, crônicas e silenciosas no organismo.

1. Proteína C Reativa (PCR)

A Proteína C Reativa é um dos principais marcadores inflamatórios do organismo. Produzida pelo fígado, ela se eleva rapidamente na presença de inflamação.

  • PCR convencional: indica inflamação aguda ou ativa
  • PCR ultrassensível (PCR-us): avalia inflamação de baixo grau e risco cardiovascular

É um dos primeiros exames a se alterar quando existe inflamação no corpo.

2. Velocidade de Hemossedimentação (VHS)

O VHS mede a velocidade com que as hemácias se depositam no fundo do tubo de ensaio. Quanto maior a velocidade, maior a probabilidade de um processo inflamatório.

É muito utilizado para:

  • Avaliar inflamações crônicas
  • Acompanhar doenças autoimunes
  • Monitorar resposta ao tratamento

3. Ferritina sérica

A ferritina é conhecida por armazenar ferro, mas também atua como proteína de fase aguda. Níveis elevados podem indicar inflamação crônica, infecções ou doenças hepáticas, mesmo na ausência de excesso de ferro.

É comum encontrar ferritina alta associada à inflamação metabólica e resistência insulínica.

4. Hemograma completo

O hemograma avalia as células do sangue e pode revelar sinais indiretos de inflamação, como:

  • Leucócitos elevados
  • Alterações em neutrófilos e linfócitos
  • Plaquetas aumentadas em processos inflamatórios crônicos

Apesar de não ser específico, é um exame essencial na investigação inicial.

5. Alfa-1 glicoproteína ácida

Esse marcador é uma proteína de fase aguda utilizada para detectar inflamações persistentes, especialmente em doenças autoimunes como lúpus, artrite reumatoide, febre reumática e miosites.

6. Fibrinogênio

O fibrinogênio participa da coagulação sanguínea, mas também se eleva em estados inflamatórios. Níveis altos estão associados a maior risco cardiovascular, trombose e doenças crônicas.

É frequentemente solicitado em pacientes com diabetes, hipertensão e síndrome metabólica.

👉 Leia também: Fibrinogênio: Riscos, Exame e Diagnóstico

7. Homocisteína

A homocisteína não é um marcador inflamatório clássico, mas seu aumento está relacionado a inflamação vascular, aterosclerose e maior risco cardiovascular.

Valores elevados costumam estar associados a inflamação crônica de baixo grau.

8. Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNF-alfa)

O TNF-alfa é uma citocina inflamatória envolvida em processos inflamatórios complexos. É utilizado principalmente no acompanhamento de doenças autoimunes e inflamatórias crônicas, como:

  • Artrite reumatoide
  • Doença de Crohn
  • Psoríase
  • Doenças neurodegenerativas

Inflamação subclínica: o perigo silencioso

A inflamação subclínica é um processo inflamatório contínuo e de baixo grau que ocorre sem sintomas evidentes. Ela pode permanecer ativa por anos e está associada ao desenvolvimento de:

  • Diabetes tipo 2
  • Resistência insulínica
  • Obesidade
  • Doenças cardiovasculares
  • Hipertensão
  • Doenças neurodegenerativas
  • Envelhecimento precoce

Esse tipo de inflamação não causa dor ou febre, mas compromete o metabolismo e a saúde a longo prazo. A única forma de identificá-la é por meio de exames laboratoriais específicos.

Entenda como a inflamação subclínica pode afetar seu organismo lendo nosso post Inflamação silenciosa: o que é e como os exames de sangue revelam se ela está afetando seu corpo.

Estilo de vida e inflamação crônica

Diversos fatores contribuem para a inflamação persistente no organismo, entre eles:

  • Alimentação rica em ultraprocessados e açúcar
  • Sedentarismo
  • Excesso de gordura abdominal
  • Privação de sono
  • Estresse crônico
  • Tabagismo e álcool
  • Disbiose intestinal

Por isso, além dos exames, mudanças no estilo de vida fazem parte do controle inflamatório.

Alimentos com ação anti-inflamatória

A alimentação exerce papel importante na modulação da inflamação. Alguns alimentos com efeito anti-inflamatório incluem:

  • Frutas vermelhas (antocianinas e antioxidantes)
  • Peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha)
  • Vegetais verde-escuros
  • Alho e cebola
  • Oleaginosas
  • Cúrcuma
  • Azeite de oliva extravirgem
  • Chocolate amargo (com moderação)

Evitar alimentos ultraprocessados e gorduras trans também é fundamental.

Onde realizar exames de sangue para inflamação

No Posenato Diagnósticos, você realiza exames de sangue que detectam inflamação com atendimento humanizado, preços acessíveis e resultados rápidos. A coleta pode ser feita na unidade ou em domicílio, conforme sua necessidade.

A interpretação correta dos exames deve sempre ser feita por um profissional de saúde, que irá correlacionar os resultados com sintomas, histórico clínico e estilo de vida.

Agende seus exames

Perguntas frequentes (FAQ)

1. É possível ter inflamação no corpo mesmo sem sintomas?
Sim. A inflamação subclínica é silenciosa e pode permanecer ativa por anos sem sinais aparentes.

2. Qual exame detecta inflamação silenciosa?
A PCR ultrassensível é um dos principais exames para esse fim, associada a outros marcadores como fibrinogênio e ferritina.

3. Exames alterados sempre indicam doença?
Não. Alterações podem ser transitórias e precisam ser avaliadas no contexto clínico.

4. Esses exames exigem jejum?
A maioria não exige jejum, mas o ideal é seguir a orientação do laboratório.

5. Com que frequência devo investigar inflamação?
Depende do histórico de saúde e fatores de risco. Pessoas com doenças crônicas devem acompanhar regularmente.

 

Referências:

O papel multifacetado do fibrinogênio na lesão e inflamação dos tecidos

Testes para doenças musculoesqueléticas – Manual MSD

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