Exames de sangue que detectam inflamação são fundamentais para identificar processos inflamatórios no organismo, inclusive aqueles silenciosos que não causam sintomas evidentes, mas que aumentam o risco de doenças crônicas, metabólicas e cardiovasculares. Alterações como cansaço persistente, dores no corpo sem causa aparente, dificuldade para emagrecer, glicemia alterada ou exames “no limite” podem ter relação direta com inflamação ativa no organismo.
A inflamação é uma resposta natural do corpo a uma agressão, como infecções, traumas ou toxinas. O problema surge quando essa resposta se torna crônica ou subclínica, permanecendo ativa por longos períodos sem sinais claros. Nesses casos, apenas os exames laboratoriais conseguem identificar o problema de forma precoce.
O que é inflamação no organismo
A inflamação, também chamada de resposta inflamatória, é um mecanismo de defesa do sistema imunológico. Ela ocorre sempre que o corpo identifica algo que pode causar dano, como microrganismos, substâncias químicas ou lesões teciduais.
Classicamente, a inflamação apresenta cinco sinais principais:
dor, vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura local e perda de função.
No entanto, nem sempre esses sinais estão presentes, especialmente nos quadros crônicos ou de baixo grau.
O que são marcadores inflamatórios
Marcadores inflamatórios são exames de sangue capazes de indicar a presença, a intensidade e o tipo de inflamação no organismo. Eles ajudam a:
- Identificar inflamações agudas ou crônicas
- Investigar doenças autoimunes e infecciosas
- Monitorar a resposta ao tratamento
- Avaliar risco cardiovascular e metabólico
- Investigar sintomas persistentes e inespecíficos
Cada marcador possui uma função específica e deve ser interpretado dentro do contexto clínico do paciente.
Quando investigar inflamação com exames de sangue
Os exames de sangue que detectam inflamação costumam ser indicados nas seguintes situações:
- Fadiga persistente sem causa definida
- Febre baixa recorrente
- Dores articulares ou musculares frequentes
- Doenças autoimunes suspeitas ou confirmadas
- Infecções recorrentes ou de difícil controle
- Avaliação de risco cardiovascular
- Pós-operatório e acompanhamento inflamatório
- Dificuldade para emagrecer associada à resistência insulínica
Exames de sangue que detectam inflamação
A seguir, conheça os principais exames de sangue que ajudam a identificar inflamações agudas, crônicas e silenciosas no organismo.
1. Proteína C Reativa (PCR)
A Proteína C Reativa é um dos principais marcadores inflamatórios do organismo. Produzida pelo fígado, ela se eleva rapidamente na presença de inflamação.
- PCR convencional: indica inflamação aguda ou ativa
- PCR ultrassensível (PCR-us): avalia inflamação de baixo grau e risco cardiovascular
É um dos primeiros exames a se alterar quando existe inflamação no corpo.
2. Velocidade de Hemossedimentação (VHS)
O VHS mede a velocidade com que as hemácias se depositam no fundo do tubo de ensaio. Quanto maior a velocidade, maior a probabilidade de um processo inflamatório.
É muito utilizado para:
- Avaliar inflamações crônicas
- Acompanhar doenças autoimunes
- Monitorar resposta ao tratamento
3. Ferritina sérica
A ferritina é conhecida por armazenar ferro, mas também atua como proteína de fase aguda. Níveis elevados podem indicar inflamação crônica, infecções ou doenças hepáticas, mesmo na ausência de excesso de ferro.
É comum encontrar ferritina alta associada à inflamação metabólica e resistência insulínica.
4. Hemograma completo
O hemograma avalia as células do sangue e pode revelar sinais indiretos de inflamação, como:
- Leucócitos elevados
- Alterações em neutrófilos e linfócitos
- Plaquetas aumentadas em processos inflamatórios crônicos
Apesar de não ser específico, é um exame essencial na investigação inicial.
5. Alfa-1 glicoproteína ácida
Esse marcador é uma proteína de fase aguda utilizada para detectar inflamações persistentes, especialmente em doenças autoimunes como lúpus, artrite reumatoide, febre reumática e miosites.
6. Fibrinogênio
O fibrinogênio participa da coagulação sanguínea, mas também se eleva em estados inflamatórios. Níveis altos estão associados a maior risco cardiovascular, trombose e doenças crônicas.
É frequentemente solicitado em pacientes com diabetes, hipertensão e síndrome metabólica.
👉 Leia também: Fibrinogênio: Riscos, Exame e Diagnóstico
7. Homocisteína
A homocisteína não é um marcador inflamatório clássico, mas seu aumento está relacionado a inflamação vascular, aterosclerose e maior risco cardiovascular.
Valores elevados costumam estar associados a inflamação crônica de baixo grau.
8. Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNF-alfa)
O TNF-alfa é uma citocina inflamatória envolvida em processos inflamatórios complexos. É utilizado principalmente no acompanhamento de doenças autoimunes e inflamatórias crônicas, como:
- Artrite reumatoide
- Doença de Crohn
- Psoríase
- Doenças neurodegenerativas
Inflamação subclínica: o perigo silencioso
A inflamação subclínica é um processo inflamatório contínuo e de baixo grau que ocorre sem sintomas evidentes. Ela pode permanecer ativa por anos e está associada ao desenvolvimento de:
- Diabetes tipo 2
- Resistência insulínica
- Obesidade
- Doenças cardiovasculares
- Hipertensão
- Doenças neurodegenerativas
- Envelhecimento precoce
Esse tipo de inflamação não causa dor ou febre, mas compromete o metabolismo e a saúde a longo prazo. A única forma de identificá-la é por meio de exames laboratoriais específicos.
Entenda como a inflamação subclínica pode afetar seu organismo lendo nosso post Inflamação silenciosa: o que é e como os exames de sangue revelam se ela está afetando seu corpo.
Estilo de vida e inflamação crônica
Diversos fatores contribuem para a inflamação persistente no organismo, entre eles:
- Alimentação rica em ultraprocessados e açúcar
- Sedentarismo
- Excesso de gordura abdominal
- Privação de sono
- Estresse crônico
- Tabagismo e álcool
- Disbiose intestinal
Por isso, além dos exames, mudanças no estilo de vida fazem parte do controle inflamatório.
Alimentos com ação anti-inflamatória
A alimentação exerce papel importante na modulação da inflamação. Alguns alimentos com efeito anti-inflamatório incluem:
- Frutas vermelhas (antocianinas e antioxidantes)
- Peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha)
- Vegetais verde-escuros
- Alho e cebola
- Oleaginosas
- Cúrcuma
- Azeite de oliva extravirgem
- Chocolate amargo (com moderação)
Evitar alimentos ultraprocessados e gorduras trans também é fundamental.
Onde realizar exames de sangue para inflamação
No Posenato Diagnósticos, você realiza exames de sangue que detectam inflamação com atendimento humanizado, preços acessíveis e resultados rápidos. A coleta pode ser feita na unidade ou em domicílio, conforme sua necessidade.
A interpretação correta dos exames deve sempre ser feita por um profissional de saúde, que irá correlacionar os resultados com sintomas, histórico clínico e estilo de vida.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. É possível ter inflamação no corpo mesmo sem sintomas?
Sim. A inflamação subclínica é silenciosa e pode permanecer ativa por anos sem sinais aparentes.
2. Qual exame detecta inflamação silenciosa?
A PCR ultrassensível é um dos principais exames para esse fim, associada a outros marcadores como fibrinogênio e ferritina.
3. Exames alterados sempre indicam doença?
Não. Alterações podem ser transitórias e precisam ser avaliadas no contexto clínico.
4. Esses exames exigem jejum?
A maioria não exige jejum, mas o ideal é seguir a orientação do laboratório.
5. Com que frequência devo investigar inflamação?
Depende do histórico de saúde e fatores de risco. Pessoas com doenças crônicas devem acompanhar regularmente.
Referências:
O papel multifacetado do fibrinogênio na lesão e inflamação dos tecidos


