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Exame Estrona (E1): Para Que Serve e Como Entender

O exame estrona mede a concentração de estrona no sangue. Também chamada de E1, a estrona é um dos três principais estrogênios produzidos pelo organismo, ao lado do estradiol (E2) e do estriol (E3).

Embora seja frequentemente associada à saúde feminina, a estrona está presente tanto em mulheres quanto em homens. Sua dosagem pode fazer parte da investigação de alterações hormonais, distúrbios da puberdade e situações em que é necessário avaliar a produção ou o metabolismo dos estrogênios.

O resultado, porém, não deve ser interpretado isoladamente. Idade, sexo, fase do ciclo menstrual, menopausa, uso de medicamentos e outros exames hormonais influenciam a análise.

Neste artigo, você vai entender:

  • o que é estrona e qual sua função;
  • para que serve o exame estrona;
  • como é feita a coleta;
  • o que pode estar relacionado à estrona alta ou baixa;
  • como a estrona é avaliada em homens;
  • qual é a diferença entre estrona, estradiol e estriol.

O que é estrona?

A estrona é um hormônio estrogênico de menor potência biológica que o estradiol. Ela pode ser produzida nos ovários e também formada em tecidos periféricos, principalmente no tecido adiposo, a partir da conversão da androstenediona pela enzima aromatase.

Além disso, estrona e estradiol podem ser convertidos um no outro. Por esse motivo, a avaliação hormonal nem sempre se limita a apenas um tipo de estrogênio.

Antes da menopausa, o estradiol costuma ser o estrogênio predominante. Depois da menopausa, a produção ovariana diminui e a estrona passa a ter maior participação relativa entre os estrogênios circulantes, embora os níveis estrogênicos totais sejam menores do que durante a fase reprodutiva.

👉 Sugestão de leitura: Aromatase: como reduzir a conversão de testosterona em estradiol

Para que serve o exame estrona?

O exame estrona auxilia na avaliação do metabolismo dos estrogênios. Dependendo do contexto clínico, pode ser solicitado para:

  • investigar puberdade precoce ou atrasada;
  • complementar a avaliação de alterações hormonais;
  • investigar distúrbios raros do metabolismo dos hormônios sexuais;
  • acompanhar determinadas terapias hormonais;
  • monitorar tratamentos que reduzem a produção de estrogênios, quando indicado;
  • complementar a avaliação de mulheres após a menopausa;
  • investigar sinais de excesso de estrogênio em homens, como ginecomastia;
  • integrar a investigação de infertilidade ou alterações da função sexual.

A dosagem não confirma sozinha uma doença. Sua utilidade depende da associação com sintomas, histórico clínico e outros exames.

Exame E1 é o mesmo que exame de estrona?

Sim. Exame E1 é outra forma de identificar a dosagem de estrona. A letra “E” se refere a estrogênio, enquanto o número diferencia os três principais tipos:

HormônioCaracterística principal
Estrona (E1)Tem maior participação relativa entre os estrogênios após a menopausa
Estradiol (E2)É o principal estrogênio durante a fase reprodutiva
Estriol (E3)Aumenta principalmente durante a gestação

Apesar de pertencerem ao mesmo grupo hormonal, E1, E2 e E3 não são exames equivalentes. O profissional de saúde define qual deles oferece a informação mais adequada em cada situação.

Como é feito o exame de estrona?

O exame é realizado por meio da coleta de uma amostra de sangue venoso. O material segue para análise laboratorial, e o laudo apresenta o resultado junto ao intervalo de referência adotado pelo laboratório.

O preparo pode variar conforme o método e os demais exames solicitados. Antes da coleta, confirme diretamente com o laboratório se há necessidade de jejum ou alguma orientação específica.

Também é importante informar os medicamentos, hormônios e suplementos utilizados. Terapias com estrogênios, anticoncepcionais, reposição hormonal e medicamentos que interferem na produção estrogênica podem influenciar o resultado. Nenhum tratamento deve ser interrompido por conta própria.

Em mulheres que menstruam, o profissional solicitante pode considerar a fase do ciclo menstrual ao definir o momento da coleta e interpretar o laudo.

Valores de referência da estrona

Não existe um único valor de referência aplicável a todas as pessoas. Os intervalos podem variar de acordo com:

  • método analítico utilizado;
  • idade;
  • sexo;
  • estágio da puberdade;
  • fase do ciclo menstrual;
  • gestação ou menopausa;
  • uso de terapia hormonal.

Por isso, a comparação deve ser feita com o intervalo informado no próprio laudo. Resultados obtidos em laboratórios ou métodos diferentes também podem não ser diretamente comparáveis.

Em algumas situações, especialmente quando são esperadas concentrações muito baixas, métodos de maior sensibilidade, como a cromatografia líquida associada à espectrometria de massas, podem ser utilizados.

Estrona alta: sintomas e possíveis causas

Uma busca frequente é “estrona alta sintomas”, mas é importante esclarecer: não existem sintomas exclusivos capazes de confirmar que a estrona está elevada.

Quando presentes, as manifestações costumam refletir um desequilíbrio estrogênico mais amplo e também podem ocorrer por diversas outras causas.

Dependendo do sexo, da idade e do contexto clínico, podem ser observados:

  • alterações no ciclo menstrual;
  • sensibilidade ou aumento das mamas;
  • sangramento uterino fora do padrão esperado;
  • ginecomastia em homens;
  • alterações da função sexual;
  • dificuldade reprodutiva.

Entre as situações que podem estar associadas a concentrações elevadas de estrona estão a maior conversão periférica de andrógenos no tecido adiposo, o uso de medicamentos ou hormônios com ação estrogênica e, menos frequentemente, tumores produtores de estrogênio.

O aumento isolado não identifica a causa. Em mulheres, a fase do ciclo e o estado menopausal são fundamentais para a interpretação. Em homens, a avaliação pode exigir a análise conjunta de estradiol, testosterona e outros marcadores.

+ Veja também: Ginecomastia e Esteroides: Riscos e Prevenção

Estrona baixa: o que pode significar?

A estrona baixa também precisa ser analisada conforme idade, sexo e condição hormonal. Após a menopausa, por exemplo, a redução dos estrogênios é esperada, embora a estrona se torne o tipo de estrogênio com maior participação relativa nessa fase.

Valores baixos podem aparecer em situações como:

  • menopausa;
  • redução da função ovariana;
  • hipogonadismo;
  • uso de tratamentos antiestrogênicos ou inibidores de aromatase;
  • alterações raras da produção ou conversão dos hormônios sexuais.

Ondas de calor, ressecamento vaginal, irregularidade ou ausência de menstruação e perda de massa óssea podem ocorrer em estados de deficiência estrogênica.

Entretanto, esses achados não são específicos da estrona e não permitem interpretar o exame sem avaliação clínica.

Estrona em homens: por que avaliar?

A presença de estrona em homens é normal. Parte desse hormônio é formada pela conversão periférica da androstenediona, especialmente no tecido adiposo.

Apesar de os níveis serem menores do que nas mulheres, os estrogênios participam da manutenção óssea e de outras funções do organismo masculino.

O exame pode ser solicitado como parte da investigação de:

  • ginecomastia;
  • sinais de feminização;
  • puberdade atrasada;
  • infertilidade;
  • disfunção erétil;
  • suspeita de alterações na produção ou no metabolismo de hormônios sexuais;
  • monitoramento de tratamentos que interferem nos estrogênios.

Na prática, a estrona costuma ser avaliada em conjunto com outros exames, como estradiol, testosterona total e livre, SHBG, LH, FSH e prolactina, de acordo com a hipótese clínica.

Em pessoas que utilizam testosterona, esteroides anabolizantes ou inibidores de aromatase, a escolha dos exames e a frequência do acompanhamento devem ser definidas pelo profissional responsável.

Ajustar medicamentos apenas com base em um resultado isolado pode levar a níveis inadequados de estrogênios e trazer prejuízos à saúde.

🔗Assunto relacionado: Estradiol no homem: entenda a importância, riscos e benefícios

Qual a diferença entre estrona e estradiol?

Estrona e estradiol são estrogênios biologicamente ativos, mas apresentam diferenças importantes:

Estrona (E1)Estradiol (E2)
Possui menor potência estrogênicaPossui maior potência estrogênica
É formada principalmente pela conversão periférica da androstenedionaÉ produzido principalmente nos ovários e testículos
Tem maior participação relativa após a menopausaPredomina em mulheres antes da menopausa
Pode ser convertida em estradiolPode ser convertido em estrona

O estradiol é mais utilizado em diversas avaliações da função reprodutiva. A estrona pode acrescentar informações em situações específicas, sobretudo quando se deseja estudar com mais detalhes o metabolismo estrogênico ou acompanhar determinados tratamentos.

Quais exames podem ser avaliados com a estrona?

Conforme o motivo da investigação, o profissional de saúde pode correlacionar o exame E1 com:

  • estradiol (E2);
  • testosterona total e livre;
  • SHBG;
  • LH e FSH;
  • prolactina;
  • androstenediona;
  • DHEA-S;
  • progesterona.

A seleção depende do sexo, da idade, dos sintomas, dos medicamentos em uso e da pergunta clínica. Nem todas as pessoas precisam realizar todos esses exames.

Quando procurar avaliação profissional?

Procure orientação médica quando o resultado estiver fora da faixa de referência ou houver alterações como:

  • sangramento após a menopausa;
  • crescimento das mamas em homens;
  • ausência persistente de menstruação;
  • sinais de puberdade precoce ou atrasada;
  • dificuldades reprodutivas.

O laboratório realiza a análise e fornece o laudo, mas o diagnóstico depende da interpretação conjunta do resultado, da avaliação clínica e, quando necessário, de outros exames.

Perguntas frequentes sobre o exame estrona

1. O que é o exame estrona?

É um exame laboratorial que mede a concentração de estrona, também chamada E1, geralmente em uma amostra de sangue.

2. Exame E1 e exame estrona são a mesma coisa?

Sim. E1 é a sigla usada para identificar a estrona e diferenciá-la do estradiol (E2) e do estriol (E3).

3. O exame estrona precisa de jejum?

O preparo depende do método utilizado e dos outros exames incluídos na solicitação. Confirme a orientação diretamente com o laboratório antes da coleta.

4. Estrona alta causa sintomas?

Não há sintomas exclusivos de estrona alta. Alterações menstruais, sensibilidade mamária, ginecomastia ou mudanças na função sexual podem aparecer em contextos de desequilíbrio estrogênico, mas exigem avaliação de outras possíveis causas.

5. O que significa estrona baixa?

O significado varia conforme idade, sexo e estado hormonal. Pode ser um achado esperado após a menopausa ou estar associado à redução da função gonadal, ao uso de determinados tratamentos e, raramente, a distúrbios do metabolismo hormonal.

6. Homens também produzem estrona?

Sim. A estrona em homens é produzida principalmente pela conversão de precursores hormonais em tecidos periféricos, como o tecido adiposo.

7. Estrona e estradiol são a mesma coisa?

Não. Ambos são estrogênios, mas o estradiol é mais potente e predomina durante a fase reprodutiva feminina. A estrona tem maior participação relativa após a menopausa.

8. Um resultado alterado confirma uma doença?

Não. O resultado deve ser interpretado junto ao quadro clínico, ao intervalo de referência do método e a outros exames hormonais.

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Referências:

Exame Estrona MedlinePlus

Clínica Mayo

 

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