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Corrimento verde: o que significa, por que acontece e quando procurar exames

Corrimento verde ou corrimento amarelado-esverdeado quase sempre indica uma infecção que precisa de investigação imediata. Além da mudança de cor, muitas pessoas também percebem cheiro forte, coceira, ardência ao urinar e desconforto íntimo. Esses sinais mostram que algo não está normal — e que o corpo pede atenção.

Embora a cor esverdeada seja frequentemente associada à Trichomonas vaginalis, é importante entender que existem outras causas possíveis, algumas simples e outras mais sérias. O diagnóstico correto depende de um conjunto de sinais, histórico sexual e, principalmente, de exames laboratoriais específicos.

Por que o corrimento pode ficar verde?

✓ 1. Tricomoníase (principal causa)

A tricomoníase é a causa mais comum de corrimento verde.
Provoca:

  • Corrimento esverdeado ou amarelo-esverdeado
  • Odor forte e desagradável
  • Coceira vaginal ou peniana
  • Ardência ao urinar
  • Dor na relação sexual

É uma infecção sexualmente transmissível e pode permanecer silenciosa por semanas, especialmente nos homens — o que facilita a reinfecção do parceiro.

Exame recomendado para confirmar tricomoníase: Painel IST  do Posenato

✓ 2. Vaginose bacteriana (VB)

Embora nem sempre seja esverdeado, a vaginose pode gerar um corrimento acinzentado que evolui para coloração amarelada, muitas vezes com cheiro forte.

Sinais comuns:

  • Odor característico (“cheiro de peixe”)
  • Corrimento mais fluido
  • Pouca coceira

VB pode coexistir com tricomoníase, intensificando a cor esverdeada.

✓ 3. Inflamação da uretra (uretrite)

Quando a secreção é verde-amarelada e vem acompanhada de dor ao urinar, é possível que exista uma uretrite, que pode ocorrer por:

  • Gonorreia
  • Clamídia
  • Trichomonas vaginalis
  • Infecções bacterianas comuns

Se houver ardência ao urinar, vale reforçar a leitura deste conteúdo: Uretrite: Entenda os Sinais, Causas e Relação com ISTs

✓ 4. Outras infecções vaginais

Alterações de cor também podem acontecer em quadros mistos de:

  • Flora vaginal desequilibrada
  • Infecções não tratadas
  • Relações sexuais desprotegidas recentes
  • Reações a hormônios ou medicamentos

Se há coceira intensa, pode existir uma IST associada ou irritação importante. Confira nosso post sobre Coceira na Genital.

Como saber a causa do corrimento verde? Somente com exame.

A cor do corrimento dá pistas, mas não confirma diagnóstico.
O mesmo sintoma pode ter causas diferentes — e tratamentos completamente distintos.

O exame mais indicado para identificar Trichomonas vaginalis e outras possíveis infecções associadas é:

Painel IST do Posenato Diagnósticos

✔Alta sensibilidade
✔Detecta tricomoníase
✔Inclui exames complementares
✔Sigilo e resultado rápido

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Quando procurar ajuda imediatamente

Alguns sinais indicam que o corrimento não é apenas uma alteração passageira, mas sim um quadro infeccioso ativo que pode evoluir rapidamente se não tratado. Procure atendimento o quanto antes se você perceber:

  • Corrimento verde ou amarelo-esverdeado, principalmente quando surge de forma súbita.
  • Odor forte e persistente, mesmo após a higiene habitual.
  • Coceira intensa, sensação de ardência ou irritação na região íntima.
  • Ardência ao urinar ou necessidade de urinar muitas vezes ao dia.
  • Dor na relação sexual, especialmente quando acompanhada de secreção anormal.
  • Sangramento fora do período menstrual, junto de alteração do corrimento.
  • Sintomas após relação sexual desprotegida, mesmo que leves.
  • Corrimento que não melhora após uso de cremes vaginais, receitas caseiras ou automedicação.

Se qualquer um desses sintomas estiver presente, é essencial realizar um exame específico e agendar consulta com um médico ginecologista. O ginecologista é o responsável por interpretar os resultados, investigar infecções combinadas (muito frequentes em corrimento esverdeado) e indicar o tratamento adequado. A automedicação pode mascarar sintomas, atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de complicações.

Tratamento: por que é rápido, mas exige diagnóstico correto e orientação médica

Quando a causa exata do corrimento verde é identificada — especialmente em casos de tricomoníase, vaginose ou uretrite — o tratamento costuma ser simples e altamente eficaz. No entanto, ele varia completamente conforme o agente causador, e é aí que a avaliação médica se torna indispensável.

Como funciona o tratamento:

  • Tricomoníase: tratada com antibióticos orais específicos.
  • Vaginose bacteriana: requer antibióticos direcionados, diferentes dos usados na tricomoníase.
  • Uretrites: podem exigir combinações de medicamentos ou esquemas mais prolongados.
  • Infecções mistas: muito comuns em corrimento verde — exigem protocolos duplos ou ajustes terapêuticos.

Além disso:

  • Parceiro(a) deve ser tratado para evitar reinfecção.
  • Relações sexuais devem ser evitadas até o fim do tratamento.
  • Repetição de exame pode ser recomendada se os sintomas persistirem.

Mesmo com o exame em mãos, é o ginecologista quem garante o tratamento mais seguro e eficaz, ajusta doses, avalia interações, orienta o casal e acompanha a evolução. O exame laboratorial complementa a consulta; não a substitui.

Prevenção do corrimento esverdeado

  • Use preservativo em todas as relações
  • Evite duchas vaginais
  • Prefira sabonetes íntimos suaves
  • Mantenha consultas ginecológicas regulares
  • Realize exames após sintomas ou relação de risco

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Perguntas frequentes sobre corrimento verde

1. Corrimento verde sempre significa tricomoníase?
Não. Embora comum, a tricomoníase não é a única causa. Vaginose bacteriana, uretrites e infecções mistas também podem gerar corrimento esverdeado.

2. Corrimento verde tem mau cheiro?
Sim, na maioria dos casos vem acompanhado de odor forte, especialmente quando há tricomoníase ou vaginose.

3. Homens podem ter corrimento esverdeado?
Podem. Principalmente em uretrites ou tricomoníase, embora muitos homens permaneçam assintomáticos.

4. Posso tratar corrimento verde com pomadas ou receitas caseiras?
Não é recomendado. Sem diagnóstico correto, o tratamento pode mascarar sintomas e piorar o quadro.

5. Preciso tratar o parceiro?
Sim — especialmente em casos de tricomoníase e outras ISTs. Caso contrário, a reinfecção é muito comum.

6. O exame detecta todas as causas de corrimento?
O Painel IST ajuda a identificar tricomoníase, clamídia, gonorreia e outros agentes. O médico pode solicitar exames adicionais se necessário.

7. Preciso consultar um ginecologista mesmo após fazer o exame?
Sim. O ginecologista interpreta o resultado, avalia infecções combinadas e define o tratamento ideal. O exame não substitui a consulta médica.

8. Corrimento verde é perigoso?
Pode ser. Quando não tratado, pode evoluir para inflamação pélvica, dor crônica e risco aumentado de outras ISTs.

 

Referências:

Tricomoníase – CDC

Vaginite por Trichomonas – Manual MSD

ecreção vaginal anormal: Sensibilidade, especificidade e concordância entre o diagnóstico clínico e citológico

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